Meu porto de chegada.
Meu porto de partida.
No aconchego,
do teu útero,
uma janela para a vida.
Na saída de tuas entranhas,
a fragilidade de um ser recém formado,
que de ti precisará por todo o sempre,
por todas as vidas.
Mãe,
Espírito de Luz,
Espírito de Vida.
Estarás compromissada
por toda a sua existência.
És a enviada de Deus
para viveres a maternidade
e instruíres teus rebentos
para um Novo Mundo formarem.
E dares a cada um a dose exata do Amor,
que de ti transborda,
que em ti respira.
Mãe.
És o único ser que possui o poder de gerar,
dentro de ti, a vida.
Como a Terra gera a Natureza,
da qual fazes parte.
És Digna.
És Luz.
És como Maria
que, também, gerou seu filho amado
para se transformar na maior Luz vista neste planeta.
Tu, bem que tentas transformar o que gerastes num ser de bem.
És Única.
És Divina.
És Mãe.
És Mulher.
Publicado no Recanto das Letras em 04/05/2009
Código do texto: T1574795
segunda-feira, 4 de maio de 2009
MÃE
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
A PAIXÂO
Saudade repentina que me dá
Ao sentir, que um dia
Estive com ela a me rodear
Éramos um
Mesmo sendo dois.
Éramos felizes
Mesmo quando a tristeza nos abatia
Éramos vigorosos
Cheios de sonhos
Ilusões. Fantasias.
Para mim eras meu breque
Meu porto seguro
O ombro onde me recolhia.
Para ti
O menino grande
Que por tudo sentia e sofria.
O tempo passou...
Saudade repentina que me dá
De ouvir-te falar
De sentir-te de novo a me rodear
E eu ter de só perceber-te
E contentar-me com a saudade
E o amor que ficou
Em nossos corpos e emoções.
Lá atrás,
No tempo...
No tempo que passou.
Publicado no Recanto das Letras em 17/02/2009
Código do texto: T1444285
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sábado, 8 de novembro de 2008
REFLEXÕES
Ao olhar o Sol,
vi o esplendor dos seus raios
a rodear a manhã que com ele se levantava.
Ouvi os sons
que com ele acorda
ao observar o vulto do seu clarão.
Estasiei-me
ao sentir ao meu redor
toda a Natureza a conspirar
para que especial esse dia fosse.
Os pássaros se comunicavam
a entoar belas canções.
A brisa em meu rosto soprava
sua suavidade primaveril.
O Mar com águas tranqüilas
espelhava-me e refletia a Luz Solar.
O dia ganhava horas e se movia.
Aos poucos,
o movimento crescia,
fazia o dia ebulir,
ganhar mais horas.
Amadurecer.
Os seus sons
a se modificarem.
No céu,
diamantes a brilharem.
Hora do dia adormecer.
Dar lugar à Noite
com seus sons
e seres específicos
para que amanhã repita o ritual
de acordar a vida, o belo, a existência.
Publicado no Recanto das Letras em 08/11/2008
Código do texto: T1272379
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09:25
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008
A ESCOLHA
Mil caminhos andei
À procura daquele que me fizesse te esquecer
Caminhos tortuosos
Foram os que encontrei
Cheios de bifurcações
Cruzamentos
Sem saída
Sem volta
Neles a tudo conheci
Em todos esbarrei
A tudo dei trela
Vivi
À margem
Andei na contramão da vida
Naquele momento
Minha vontade não existia
Estava inerte
Apagada
E eu brilhava
Sem o Sol na cabeça
Só nuvens carregadas
A me rodearem
Só depois consegui fazer uma escolha
Escolha difícil que quase me levou
Me deixou na escuridão
Mas dentro desta escuridão
Vi uma Luz
Só a mim chamava
Só a mim desejava
Uma Luz que me iluminava
O corpo e a mente doentes
Uma Luz que me trouxe de volta
De volta à Vida
Ao mundo
Aos teus braços
A Você.
Publicado no Recanto das Letras em 06/11/2008
Código do texto: T1268839
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09:29
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
A VISITA
Há tempos não acontecia.
Parecia que o mundo estava estagnado.
Eu, de um lado.
Eles, do outro.
Sem se tocarem.
Imóveis.
Só os sentimentos,
só os pensamentos,
corroíam a nossa existência.
Existência maculada
por sensações
que não deveriam ser reveladas.
Maculada por um dos lados.
O lado que já se desconhecia,
que se perdia nas irrelevâncias do existir.
O mundo não parou.
Continuou a girar.
E num desses giros,
um lado sentiu dor, solidão.
Sentiu-se só por dentro e por fora.
A reviravolta.
E o mundo a girar...
O lado que estava agonizante,
aos poucos, começou a se levantar.
A ver um belo Sol voltar a brilhar.
Tomada de consciência.
Há tempos não acontecia.
E, agora, voltou a acontecer.
Houve o perdão.
Houve o amor.
Houve o filho pródigo de volta ao lar.
Houve a vitória plena da sabedoria.
Pai e Mãe e filhos se reencontram no achego,
no aconchego do colo de um Amor
que ultrapassa fronteiras
e nunca deixará de existir.
Publicado no Recanto das Letras em 31/10/2008
Código do texto: T1258754
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17:59
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LUZ
Bolas.
Flores.
Bolo.
Música.
Som.
Cores.
Mãe.
Pai.
Sonho. Ilusão.
Vovós.
Vovôs.
Mãezinha.
Mãezona.
Tias.
Tios.
Dinho.
Primos.
Amigos.
Todas as gerações.
Todos os encontros.
Todas as vidas
unidas numa só direção.
Direção a Deus.
Direção a mulher,
ao homem,
na sua procriação,
no nascimento
do seu rebento,
do seu fruto maduro,
de sua energia,
de sua perpetuação:
uma menina,
uma criança,
uma Luz que a todos irradia:
Sophia!
Publicado no Recanto das Letras em 31/10/2008
Código do texto: T1258667
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17:24
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008
TATUAGEM
Corte-me os pulsos.
Prenda-me o ar.
Mas,
deixe-me viver.
Viver o presente,
o passado,
o futuro,
a um só tempo,
para que não se esvaia.
Deixe-me livre
sem as correntes,
sem as amarras,
que eu fico preso,
como tatuagem,
ao teu corpo,
ao teu peito,
ao teu coração.
Publicado no Recanto das Letras em 01/10/2008
Código do texto: T1205550
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09:39
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008
PRIMAVERA
Ao observar
o vento a balançar
os galhos da árvore
com folhas primaveris,
deparei-me com o Tempo:
pueril, implacável, amedrontador,
que a tudo modifica,
que a tudo transforma,
que a tudo esmaece,
que a tudo renova,
que a tudo refaz,
que a tudo renasce.
Tempo, Tempo:
meu templo
de adoração a Deus
e da Vida que brota
em cada instante,
do Nascente ao Poente,
do Ocidente ao Oriente.
Tempo dos Homens.
Tempo dos Céus.
Tempo dos Sonhos.
Tempo de Paz.
Publicado no Recanto das Letras em 24/09/2008
Código do texto: T1194886
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amaraled
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